A aposta em sustentabilidade deixou de ser vantagem competitiva. Diante dos desafios impostos pelo aquecimento global e pela mobilização internacional em busca de reduzir emissões de carbono, o investimento em fontes de combustíveis limpas e renováveis, o mercado de compensação de emissões de gases de efeito estufa e a produção agrícola pautada em práticas mais eficientes em termos ambientais vão se consolidar como padrão na próxima década.
Essa tendência costuma ser resumida por uma sigla: ESG. A expressão em inglês indica Environmental, Social, and Corporate Governance, ou governança ambiental, social e corporativa. O termo abrangente passou a identificar organizações que incluem em seus processos a identificação, a avaliação e o gerenciamento de riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade e ao meio ambiente em todas as engrenagens de sua produção (incluindo produtos, clientes, fornecedores e funcionários).
Segundo relatório da PwC, a estimativa é de que, até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa estarão em carteiras que considerem critérios ESG, o que representa US$ 8,9 trilhões, em relação a 15% no fim de 2021. O Parlamento Europeu, por exemplo, aprovou em agosto um pacote que inclui a o Carbon Border Adjustment Mechanism, mecanismo de taxação sobre produtos intensivos em carbono importados pela União Europeia (UE). Ou seja, a sustentabilidade vai passar a ser pré-requisito para bons negócios no mercado internacional.
Potencial por explorar
O Brasil tem enorme vantagem competitiva. Com 58% do território coberto por florestas, 12% das reservas hídricas mundiais e matriz energética com 84% de fontes renováveis, o país tem imenso potencial de destaque no cenário internacional. Um potencial, contudo, que não se reflete atualmente em investimentos. Atualmente, apenas 4,5% dos recursos disponíveis em fundos climáticos chegam à região da América Latina e Caribe, e uma fração disso ao nosso território.
Grande parte desse distanciamento tem a ver com uma quantidade ainda incipiente de projetos consistentes e, principalmente, com a ausência de certificações internacionais essenciais para que os recursos sejam atraídos para o território nacional.
É exatamente de olho nesse cenário que a Neexgreen se posiciona. A iniciativa reúne produtores rurais, empresários e representantes de fundos de investimento que acreditam e investem profissionalmente nos conceitos ESG. A aposta: comprar áreas de floresta em diferentes biomas, certificar essas áreas verdes de acordo com os mais rigorosos padrões internacionais e passar a atuar de forma ativa no mercado de créditos de carbono.
Assim, a Nexgreen se pretende uma empresa de ativos florestais. Compra áreas de florestas, certifica reservas, garante e comprova a preservação e vende o carbono excedente inclusive em bolsas de valores. É uma empresa que se posiciona em um ecoeconômico sistema verde.
O mercado de carbono funciona por meio da venda de créditos por empresas que reduziram as emissões para aquelas que ainda não atingiram metas de redução de GEE. Por convenção, um crédito corresponde a uma tonelada de CO2.
Somente em 2021, segundo o relatório Estado e Tendências da Precificação do Carbono 2022, do Banco Mundial, US$ 84 bilhões foram movimentados no mercado de carbono em 2021. Outro estudo, denominado Seizing Brazil’s Climate Potential, realizado pelo Boston Consulting Group, indica que o Brasil tem condições de atrais até US$ 3 trilhões nos próximos 30 anos nesse setor.
Parcerias e consultorias
Além de atuar na compra de florestas e de se consolidar como protagonista no mercado de carbono no país, a Neexgreen pretende ainda estabelecer parcerias com produtores rurais em busca de novas fontes seguras de renda para esse segmento. Tanto em projetos ligados à sustentabilidade das propriedades quanto na geração de energia com fontes limpas.
Para isso, a Neexgreen oferece expertise na obtenção de certificação de áreas preservadas e, adicionalmente, aponta caminhos para incentivo à produção de energia sustentável, seja ela eólica, solar ou até a partir do aproveitamento de águas do subsolo para irrigação.
Com isso, além de aproveitar o enorme potencial nacional no setor, a Neexgreen se coloca como aliada do país na missão de cumprir as metas assumidas pelo Brasil em convenções internacionais de meio ambiente, de reduzir as emissões de carbono em 37% até 2025 e em 50% até 2030, partindo dos níveis de 2005.